Projeto de natação para crianças deficientes completa um ano em 2017
08/12/2017 - 14h58

Aulas são disponibilizadas na unidade Maria Theodora para todos os alunos com necessidades especiais da rede FIEB – ITB. Iniciativa foi implantada em agosto do ano passado

Por meio de um projeto voltado à inclusão social, a Fundação Instituto de Educação de Barueri (FIEB) viabilizou o programa de aulas de natação para crianças deficientes. A iniciativa completou um ano de funcionamento em 2017 que, desde agosto do ano passado, conta com aulas semanais na unidade Maria Theodora. Os alunos atendidos são acompanhados pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE).

Para essas aulas, instrutores de natação da instituição se mobilizam para garantir toda atenção especial para esses estudantes, que estão na faixa entre os 9 a 16 anos. Vale ressaltar que o benefício é válido para qualquer aluno da rede FIEB – ITB com deficiência que solicitar as aulas. Encarregada de auxiliar os alunos, a instrutora Harue Alves destaca a nobreza do projeto.

Segundo ela, a pessoa com necessidades especiais deve sim ter tratamento diferenciado na sociedade, pois os desafios que ele e seus familiares enfrentam são muitos. “Aprender natação é um diferencial para a sobrevivência e autonomia no meio líquido de qualquer pessoa, sem contar o orgulho para os familiares em ver um aprendizado a mais e a autoestima e sensação de ‘ser capaz’ do próprio praticante que já se sente diferenciado e, muitas vezes, incompreendido na sociedade”, analisa.

O envolvimento abrange todo o Departamento de Esportes da entidade. As aulas de natação são oferecidas aos alunos da unidade de forma facultativa. No entanto, os deficientes envolvidos são prioridade e podem se matricular fora do período de inscrição. “A inclusão se faz necessária nas atividades escolares e na sociedade em geral quando se trata de pessoas com deficiência, porém um cuidado diferenciado é preciso para que seja feita de forma mais eficiente, isto é, um professor exclusivo para acompanhar nas aulas, embora o intuito seja que este aluno seja o mais autônomo possível a ponto de não precisar desta atenção especial”, conclui Harue.