Professores do Fundamental 1 da FIEB participam de oficina de Cordel
25/05/2017 - 10h53

Professores aprenderam tudo sobre a história e a arte do Cordel, a xilogravura e irão levar isso às salas de aula

Genuinamente brasileiro, o Cordel é uma forma poética que surgiu no século XIX em Recife (PE). O que o diferencia de outros gêneros literários é sua forma, composta, normalmente, por estrofes de seis, sete ou dez versos rimados.

Essa arte foi ensinada com riqueza de detalhes aos professores de Ensino Fundamental 1 das escolas Maria Theodora Pedreira de Freitas e Dagmar Ribas Trindade, mantidas pela Fundação Instituto de Educação de Barueri (FIEB).

A aula aconteceu no dia 13 de maio, sábado, e foi promovida pelo projeto “Histórias que Ganham o Mundo”, uma iniciativa da Raízen, empresa brasileira líder em energia renovável, através da Imagini.

A oficina foi ministrada pelo cordelista Aderaldo Luciano, coordenador desse e de vários projetos de divulgação sobre a literatura de Cordel, dentre eles “Roda de Cordel: Círculo de Estudos Sobre o Cordel Brasileiro” e “Roda de Cordel - Leituras”.

Para o Superintendente da FIEB, Luiz Antonio Ribeiro, toda iniciativa que enriqueça as metodologias de ensino é bem-vinda às escolas. “Nós incentivamos fortemente essas ações ricas em diversidade, que resgatem culturas e tragam mais vida ao dia a dia escolar”, afirma.

Foram quatro horas de aprendizagem sobre esse elemento tão rico da cultura brasileira. A aula foi descontraída e apresentou inúmeras metodologias e como trabalhar a literatura de Cordel em sala de aula.

A Coordenadora Pedagógica da Escola Dagmar Ribas, Celze Goreth Silva de Mendonça, participou do curso e adorou. “A oficina de Literatura de Cordel e xilogravura foi ótima, tive o prazer de estar com os autores Aderaldo Luciano e Varneci Nascimento. Foi maravilhoso! As linguagens exploradas são muitas e a musicalidade é algo encantador”, declara.

Goreth acredita que é muito importante levar o conteúdo aprendido aos alunos e envolve-los na proposta. “Devemos ampliar o contato dos alunos com essa linguagem rica em versos e rimas. O Cordel é literatura e deve ser abordado e resgatado nas escolas”, diz.

Presença ilustre

O curso ainda contou com a presença ilustre do cordelista Varneci Nascimento, um dos nomes mais importantes do Cordel na atualidade. Ele fez breve comentário sobre essa arte e brindou os professores com a apresentação de cordéis de sua autoria.

Ao final, os professores também participaram de uma oficina de xilogravura: técnica de ilustração que consiste em talhar desenhos na madeira, passar tinta e então prensar sobre o papel, obtendo-se o desenho espelhado. Embora não seja regra, é bastante comum associar o Cordel a essas ilustrações. A técnica passou a ser utilizada pelos artistas do Cordel nas capas de suas obras em meados da década de 30, tornando-se um hábito até os dias de hoje.

Concurso de textos e ilustrações

A ideia dessa iniciativa é que os professores levem a cultura do Cordel aos alunos e incentivem sua leitura, criatividade e produção de textos.

Para tanto, o projeto organiza um concurso para selecionar os melhores textos e ilustrações de literatura de Cordel produzidos por crianças de 8 a 12 anos. A seleção será realizada por banca composta por pessoas relacionadas ao projeto, educadores, críticos e profissionais do meio literário.

Os melhores trabalhos serão publicados no livro intitulado “Histórias que Ganham o Mundo”, que será enviado a todas as instituições participantes e aos autores com trabalhos selecionados.