Na Austrália, professora da FIEB-ITB apresenta pesquisa sobre saúde da mulher negra
29/11/2017 - 17h02

Resultado de estudos foi apresentado no início do mês durante a Conferência Anual do Instituto Alfred Deakin, em Melbourne

Integrante do corpo docente do Curso Técnico em Enfermagem da FIEB-ITB, disponibilizado na unidade Engenho Novo, a professora Patrícia Lima Ferreira Santa Rosa participou da Conferência Anual do Instituto Alfred Deakin, realizada na cidade de Melbourne, na Austrália entre os dias 1º e 3 de novembro. O evento debateu os 50 anos de existência do termo “Racismo Institucional” e questionou se durante esse período houve equidade racial ou intensificação das injustiças.

Na ocasião, a professora da FIEB-ITB, que está prestes a finalizar seu doutorado da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP), apresentou dados sobre a violência obstétrica no Brasil e respondeu dúvidas dos participantes. Ela detalha que os índices registrados em sua pesquisa confirmaram as piores condições assistenciais e de saúde às mulheres negras.

“Mulheres negras são menos satisfeitas com o atendimento que recebem, iniciam o pré-natal mais tardiamente, precisam peregrinar por diferentes hospitais na hora do parto, recebem menos anestesia para o parto e relataram menor privacidade durante a realização de procedimentos médicos. Dei o exemplo do exame de toque vaginal”, exemplificou Patrícia.

A professora relata que a experiência internacional foi marcante antes de finalizar seu atual ciclo de especialização. “Outro fato que considero relevante é que, participar desses eventos renova nossos conhecimentos e, consequentemente, nos instrumentaliza para lecionar com mais convicção e qualidade no ITB, tendo em vista que, no curso de Enfermagem, ajudo na formação de técnicos”, acrescenta. Ela frisa também que em vários momentos do curso, inclusive dos estágios, mostra aos alunos pequenas situações que podem passar desapercebidas, mas que fazem a diferença na qualidade da assistência prestada. “Essa assistência não pode ser excludente, enviesada, negligente, homofóbica, muito menos racista. Mostro que o ser humano deve ser respeitado e tratado com dignidade sempre e que os mais vulneráveis, devem ser assistidos com uma lente especial, mais solidária, reflexiva, humanística, paciente e empática”, finaliza.

Para mais detalhes sobre a Conferência, confira o link: http://www.deakin.edu.au