Fieb implanta diário eletrônico, atendendo anseio antigo dos professores
06/04/2017 - 16h28

Ferramenta informatizada proporciona integração de dados sobre alunos e ganho de tempo a professores, que podem se dedicar mais à atividade educacional

Com a chegada do novo ano e a posse da nova administração, a Fundação Instituto de Educação de Barueri (FIEB) conseguiu, em menos de um mês, realizar um sonho antigo por parte dos professores da instituição: implantar o sistema de diário eletrônico.

O diário eletrônico é uma ferramenta informatizada que integra os departamentos pedagógicos disponibilizando todas as informações dos alunos, substituindo o velho diário de classe. Frequência, justificativas de faltas, ocorrências disciplinares, conteúdos de aulas e outras informações são cadastradas no sistema pelos professores e podem ser checadas pela direção escolar, coordenação, orientação e também pela supervisão de ensino ao mesmo tempo.

Inicialmente, o recurso foi implantado nas unidades do Instituto Técnico de Barueri (ITB), ativos assim que as aulas começaram, em fevereiro. Depois foi expandido a todas as unidades, incluindo as escolas de Educação Básica.

Para o Superintendente da FIEB, Luiz Antonio Ribeiro, o diário eletrônico representa uma vitória para os professores e se tornou um ponto de honra para a nova gestão desde o começo, quando ele ouviu os docentes e pôde sentir o quanto isso era importante para eles. “Era uma coisa simples de resolver, bastava vontade. Nós estamos ouvindo quem realmente faz o trabalho aqui na FIEB, que são os professores, pra que a gente consiga melhorar”, declara.

Como professor há 30 anos, Luiz se colocou no lugar dos colegas. “Eu leciono em uma universidade privada e lá eu tenho diário eletrônico, então eu sei como é útil essa ferramenta. Sinto que dando a agilidade necessária nós conseguimos dar uma satisfação ao professor.”, diz.

Ferramenta aprimorada

A ferramenta, criada pelo professor de Informática Fernando César de Moura Silva, do ITB do Jd. Mutinga, foi adaptada e viabilizada pela Diretoria de Tecnologia da Informação da FIEB, que também contou com o suporte da Prefeitura por meio do CIPRODAM, que forneceu a infraestrutura necessária para o armazenamento desses dados.

O Diretor de Tecnologia da Informação da FIEB, Gilvane Bolgioni, faz questão de destacar que a realização desse projeto só foi possível graças à união de forças entre a Superintendência da FIEB, a equipe de informática, o professor Fernando - dentre outros professores que apadrinham a ideia há anos - e o CIPRODAM.  “Sem essa parceria não seria possível a integração. Aconteceu rápido justamente pela vontade dessa equipe, porque as datas eram apertadas, mas todos arregaçaram as mangas e fizeram acontecer”, diz.

Professor Fernando também enfatiza a importância dessa união de forças. “Essa iniciativa surgiu há algum tempo e a administração atual adotou  a ideia e viabilizou. A ideia saiu do corpo docente e tinha alguns poréns, alguns contratempos e sem essa parceria a gente não conseguiria implantar”, destaca.

“A informática viabilizou isso em todas as unidades, entendeu o que era o diário eletrônico, como ele estava desenhado, se tinha algum problema de segurança etc., fez as adequações necessárias, sempre em parceria com o professor, e aí uniu recursos e conseguiu disponibilizar essa ferramenta”, completa Gilvane.

Os benefícios da ferramenta são muitos e serão ampliados conforme os recursos forem sendo aprimorados. Eliana de Oliveira Kobaiassi, que integra a equipe de sistemas responsável pela implantação do projeto, aponta a economia de tempo e a possibilidade de o professor poder acessar o diário de onde estiver como os principais deles.

“Tem uma questão que é, inclusive, o que fez os professores pedirem pelo diário:  lançamento de notas, por exemplo. Eles dependiam de máquinas disponíveis e no período de provas era uma loucura. O sistema não era disponibilizado nos laboratórios, como a gente fez agora, e hoje eles têm muito mais recursos pra utilizar”, destaca Eliana.

Mais tempo para educar

O ganho de tempo para que os professores se dediquem a tarefas pedagógicas é um dos pontos altos da mudança e destacada com muita ênfase pelo desenvolvedor do programa piloto, o professor Fernando César. “É um anseio de todos os professores porque a gente perdia muito tempo fazendo o diário. O problema não é fazer o diário, ele é uma obrigação do professor, o problema é o trabalho que dá com coisas banais. Ganha-se tempo para planejamento e outras atividades mais nobres”, ressalta.

“Eu acredito que esse diário tenha vindo para contribuir com o trabalho do professor”, defende Rosângela Barros Garcia, professora de Língua Portuguesa do ITB do Jd. Belval. “É um pedido muito antigo e que veio agora facilitar a nossa vida, veio ao encontro da nossa expectativa, do nosso desejo, porque há professores que têm muitos diários e parte do trabalho fica para preenchê-los. Além de ser maçante é um desperdício de tempo”, declara a professora.

Da mesma opinião é o professor de Informática Wilson dos Santos Cleto Junior, do ITB do Pq. Imperial, que usa a ferramenta com regularidade. “Trouxe bastante agilidade pra gente: chega no final do semestre já está pronto, é só imprimir, assinar e entregar. Facilita a vida do professor”, garante.

Para o professor e Coordenador da Educação Técnica Profissionalizante e professor do curso de Design, Fabrício Leonardo Marques Botelho, considerado um dos padrinhos do diário eletrônico na FIEB, juntamente com outros professores que há anos reivindicam o recurso, essa economia de tempo representa aula melhor e avaliações mais cuidadosas. “O registro é importante? É! Mas preparar melhor a aula é mais importante do que fazer o registro, do ponto de vista pedagógico”, afirma.

Integração de dados

A integração dos dados com os setores pedagógicos é outro ponto alto do projeto que Wilson faz questão de destacar. “Se tem alguma informação sobre algum aluno, a direção pode acompanhar, assim como a coordenação e a orientação. Podemos até verificar no próprio diário alguma informação que a coordenação ou a orientação tenham colocado lá, e a gente também registra ocorrências que tenham acontecido durante a aula”, exemplifica Wilson.

A importância dessa integração de dados foi muito citada pelo professor Fabrício Leonardo. Para ele, o sistema é muito benéfico à medida que torna as informações disponíveis. “Esse trabalho de fiscalização pra assegurar que a parte pedagógica está redonda, que é feito pela coordenação, também se beneficia muito disso e o diretor enxerga tudo”, revela Fabrício, que completa: “Da mesma forma, esse sistema consegue trazer uma visão para a supervisão, para as diretorias de gestão das unidades e a diretoria de desenvolvimento educacional e institucional”.

O diário eletrônico foi implantado este ano, em apenas 26 dias em todos os ITBs, cumprindo esse formato integrado e totalmente adaptado às necessidades da FIEB. Agora ele está sendo expandido às outras unidades, contemplando os quase 700 professores da Fundação. Também estão sendo oferecidos treinamentos para que o uso da ferramenta, que é bastante simples e amigável, seja facilitado. O corpo docente também conta com videoaulas que podem ser acessadas pela internet a qualquer momento.

A economia na compra de cadernetas em papel é outra vantagem que veio com a adoção do modelo, o que contribui com a campanha de sustentabilidade e combate ao desperdício em curso na FIEB.