Cuidados com “Fake News” é tema de palestra na FIEB
24/05/2018 - 16h26

Representantes da associação Club do Estudante deram dicas de como identificar as notícias falsas e como proceder. Atividade foi direcionada a alunos do segundo ano do ensino médio

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A propagação das chamadas “Fake News” - notícias falsas que se passam por verdadeiras -  na web, gera uma preocupação sobre os cuidados na rede. Pensando nesse tema, a unidade Maria Theodora da FIEB, em Alphaville, proporcionou aos alunos do segundo ano do ensino médio um ciclo de palestras para abordar o tópico. As apresentações foram ministradas por três representantes do Club do Estudante, do Paraná, em um projeto piloto da associação. 

Presidente da entidade, José Neto afirmou que é preciso tratar o assunto com prioridade nas escolas, pois segundo ele, é um tema que deve ser discutido nos principais vestibulares do país. “Que vocês aprendam a acompanhar as notícias e tenham um olhar mais crítico”, sugeriu aos estudantes. 

A atividade contou com interação direta dos alunos. Para exemplificar como uma notícia pode ser distorcida, foi feita o jogo do “telefone sem fio” em que a primeira pessoa ouve uma frase e passa adiante para outros participantes. No último, o contexto da notícia é bem diferente. “Essa foi uma brincadeira simples para mostrar como o Fake News acontece no dia a dia”, comentou Alessandro Santos, sócio e cofundador do Club do Estudante. 

Consequências
O grupo fez um teste com os alunos desafiando-os a descobrir se algumas manchetes curiosas eram falsas ou não. Foram dados exemplos reais de casos de tragédias gerados pela consequência da divulgação de notícias falsas, como ocorreu na cidade do Guarujá (SP), em que uma mulher foi linchada após ser vítima de boatos nas redes sociais. “Esse caso gerou a morte de uma pessoa que era mãe. Ela foi espancada até a morte. Às vezes, para conseguir mais visualizações e curtidas, alguns geram esses boatos que podem prejudicar muitas pessoas”, alertou Santos. 

Daniel Nascimento, consultor da entidade, comentou que um estudo avaliou que cerca de 70% das notícias falsas têm mais chance de propagar do que as verdadeiras. “As pessoas se baseiam muito por imagens. Vivemos em uma era de pouca leitura, e se isso fosse feito como deveria, não se propagaria”, frisou. 

Dicas
Os palestrantes também deram dicas de como identificar as Fake News, entre esses conselhos estava a checagem da barra de endereços da URL dos sites, assim como sua reputação, além do alerta ao compartilhar as notícias, considerando que muitas dessas podem ser ataques indiretos a determinadas instituições, empresas, órgãos governamentais e políticos. 

Outro ponto da palestra foram as dicas de como combater as notícias falsas. Os palestrantes encorajaram os participantes a denunciar esse tipo de conteúdo assim que for constatado como fraude, estimulou a serem mais críticos e minuciosos com os textos e a avisar amigos que estão compartilhando tal material.